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As
causas do abuso são variáveis. O molestador geralmente
justifica seus atos, racionalizando que está ofertando
oportunidades à criança de desenvolver-se no sexo, ser
especial e saudável, inclusive praticando sexo com a permissão
desta. Pode envolver-se afetivamente e não ter qualquer noção
de limites entre papéis ou de diferenças de idade.
Quando
ocorre dentro do seio familiar (o abusador é o pai ou
padrasto, por exemplo), o processo é bastante complicado.
Normalmente interna-se a criança para sua proteção, e toda
uma equipe trabalha com o clareamento da situação. Por
vezes, a criança é também espancada e deve ser tratada
fisicamente. A família se divide entre os que acusam o
abusador e os que acusam a vítima, culpando esta última pela
participação e provocação do abuso. O tratamento, então,
é inicialmente direcionado para a intervenção em crise.
Depois,
tanto a criança, quanto o abusador e a família devem ser
tratados a longo prazo.
Devido
ao fato de abuso de menores ser um crime, o tratamento do
abusador torna-se mais difícil.
As
conseqüências emocionais para a criança são bastante
graves, tornando-as inseguras, culpadas, deprimidas, com
problemas sexuais e problemas nos relacionamentos íntimos na
vida adulta.
Estupro
Sinônimo
violência
ou violação sexual, ataque sexual
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A
VIOLÊNCIA COMO DOENÇA
Existem
quatro categorias distintas de abuso sexual:
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pedofilia
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estupro
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assédio
sexual
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exploração
sexual profissional
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Em
todas elas, existe necessidade de tratamento tanto dos
abusadores, quanto das vítimas. Não é raro ocorrer
que a vítima torne-se um abusador no futuro.
Pedofilia
Sinônimo
abuso
de menores, incesto, molestação de menores
A
Pedofilia é um transtorno parafílico, onde a pessoa
apresenta fantasia e excitação sexual intensa com
crianças pré-púberes, efetivando na prática tais
urgências, com sentimentos de angústia e sofrimento. O
abusador tem no mínimo 16 anos de idade e é pelo menos
5 anos mais velho que a vítima.
O
abuso ocorre em todas as classes sociais, raças e
níveis educacionais.
A
grande maioria de abusadores é de homens, mas
suspeita-se que os casos de mães abusadoras sejam
sub-diagnosticados. Existem 4 faixas etárias de
abusadores:
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jovens
até 18 anos de idade, que aprendem sexo com suas
vítimas
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adultos
de 35 a 45 anos de idade que molestam seus filhos
ou os de seus amigos ou vizinhos
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pessoas
com mais de 55 anos de idade que sofreram algum
estresse ou alguma perda por morte ou separação,
ou mesmo com alguma doença que afete o Sistema
Nervoso Central
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e
aqueles que não importa a idade, ou seja, aqueles
que sempre foram abusadores por toda uma vida
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O
sexo praticado com crianças geralmente é oro-genital,
sendo menos freqüente o contato gênito-genital ou
gênito-anal. |
O
Estupro é definido como o ato físico de atacar outra pessoa
e forçá-la a praticar sexo sem seu consentimento, estando a
pessoa consciente ou não (sob efeito de drogas ou em coma).
Geralmente
o estuprador é homem e tem sentimentos odiosos em relação
às mulheres, sentimentos de inadequação e insegurança em
relação a sua performance sexual. Pode apresentar desvios
sexuais como o sadismo ou anormalidades genéticas com tendências
à agressividade.
A
vítima normalmente é estigmatizada, havendo uma tendência
social de acusá-la direta ou indiretamente por ter provocado
o estupro. Sente-se impotente até mesmo em delatar o
estuprador, que muitas vezes é alguém já conhecido,
sentindo-se muito culpada e temerosa de represálias. Muitas
vezes, pode sentir que o estupro não foi um estupro, que foi
uma atitude permitida por ela e de sua responsabilidade. Tal
atitude dificulta o delato do crime. Os sentimentos de baixo
auto-estima, culpa, vergonha, temor (fobias), tristeza e
desmotivação são comuns. A ideação suicida também pode
piorar o quadro. São comuns sintomas similares ao Estresse Pós-Traumático
(Transtorno de Ansiedade comum em soldados pós guerra).
O
tratamento da vítima consiste em conscientizá-la de que o
estupro foi um ataque sexual, um crime, envolvendo pessoa
conhecida ou mesmo uma pessoa desconhecida com a qual a vítima
possa ter marcado um encontro às escuras.
Assédio
sexual
Sinônimo
molestamento,
coação sexual
O
Assédio Sexual inclui uma aproximação sexual não-benvinda,
uma solicitação de favores sexuais ou qualquer conduta física
ou verbal de natureza sexual.
Existem
leis que protegem as pessoas de preconceitos sexuais,
tomando-se por base tais situações.
Existem
dois tipos de molestamento:
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quando
existe uma pressão sobre a vítima para esta prestar
algum favor sexual ou se submeter de alguma forma por
estar hierarquicamente abaixo ao molestador
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quando
há uma pressão para a vítima sentir-se em um ambiente
desagradável por ser de seu sexo específico. Por
exemplo, uma mulher ser hostilizada ou não-benvinda por
ser uma mulher em um determinado ambiente de trabalho,
fazendo com que se sinta tão mal a ponto de ter de
abandonar o emprego ou permanecer nele com sofrimento
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O
tratamento para essas vítimas consiste em ajudá-las a tomar
medidas legais contra o molestador, treinando-as para
identificar quando estão sendo submetidas a esse tipo de
abuso.
Exploração
sexual profissional
A
Exploração Sexual Profissional ocorre quando há algum tipo
de envolvimento sexual (ou intimidade) entre uma pessoa que
está prestando algum serviço (de confiança e com algum
poder delegado) e um indivíduo que procurou a sua ajuda
profissional.
Pode
ocorrer em todos os relacionamentos profissionais nos quais
haja algum tipo de poder de um indivíduo sobre o outro
(assimetria). Exemplos são relações como a do médico-paciente,
psicólogo-paciente, advogado-cliente, professor-aluno e clérigo-paroquiano.
Restrições
à intimidade sexual entre profissionais da área médica e
pacientes são já citadas no juramento de Hipócrates, que
data quatrocentos anos antes de Cristo, proibindo esse tipo de
atividade sexual. Atualmente, tanto o código de ética médica
como o código dos psicólogos postulam os mesmos princípios,
considerando seríssimos os danos causados ao paciente.
É
sempre muito difícil tratar um paciente que foi explorado por
um médico ou terapeuta. Há uma incapacidade da vítima para
confiar novamente, impossibilitando a aliança terapêutica,
extremamente necessária para desenvolver o relacionamento
saudável médico-paciente e a obtenção de sucesso no
tratamento.
O
profissional abusador também enfrenta muitas dificuldades no
seu próprio tratamento. Geralmente busca ajuda somente quando
foi delatado e indiciado. Existem ainda poucos serviços
especializados e direcionados ao tratamento dessas situações.
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