| TRANSTORNO
OBSESSIVO COMPULSIVO
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Muita gente está curiosa, tentando saber mais sobre o TOC, o que é, como ocorre e o que fazer, desde que o cantor Roberto Carlos divulgou que está em tratamento.
Então, vamos lá!Você tem costume de limpar as maçanetas da sua casa depois que alguém as toca? Anda pela calçada evitando as linhas formadas pelas rachaduras? Checa constantemente o fogão para ver se está desligado com medo de um incêndio? A sensação de que você precisa realizar rituais como esses pode ser um indicador de que tenha transtorno obsessivo compulsivo (TOC).
Se você possui esse transtorno, esses rituais repetitivos podem tomar conta da sua vida. Você tem pensamentos estranhos, não desejados ou imagens que não tem sentido. Pensamentos e imagens que se repetem, por mais que você tente resistir. Você tenta esconder esse problema dos seus amigos e colegas de trabalho, para não passar por louco.
Antigamente, os médicos acreditavam que o TOC era uma condição rara, mas hoje já se sabe que esse transtorno chega a ser mais comum que outras doenças mentais, como esquizofrenia ou transtorno bipolar.
O TOC não afeta apenas adultos; normalmente começa na adolescência ou na infância. Cerca de um terço a metade dos casos em adultos foram iniciados na infância.
Apesar de não existir uma cura para o transtorno obsessivo compulsivo, há tratamentos que ajudam a manter a doença sobre controle.
Os sinais e sintomas do TOC incluem:
Obsessões
São idéias não desejadas, persistentes e recorrentes; pensamentos ou impulsos que ocorrem involuntariamente e que não fazem sentido. Eles aparecem mais comumente quando você está tentando pensar ou fazer outras coisas. Obsessões comuns incluem:
Compulsões
São comportamentos repetitivos que você realiza regularmente para se ver livre das obsessões, mas que para você e para os outros, pareça completamente irracional. Você pode ate inventar certas regras as quais segue a fim de controlar a ansiedade que surge com os pensamentos obsessivos. Compulsões típicas incluem:
Quando você realiza esses rituais, sente alívio da ansiedade, mas não por muito tempo. Logo o desconforto retorna e você se sente obrigado a repeti-los.
Se você possui um transtorno obsessivo compulsivo, provavelmente sabe que seus pensamentos e atitudes repetitivas são irracionais e sem sentido, mas não consegue se livrar delas. Você pode até controlar esse comportamento por um tempo, mas seus esforços enfraquecem depois de meses ou anos de luta. Eventualmente, seus rituais consomem seu dia cada vez mais e mais, fazendo com que seja impossível levar uma vida normal.
Há diferença entre ser um perfeccionista e ter o TOC. Talvez você esteja sempre adiantado nos afazeres do trabalho, é tão bom nos esportes como um profissional, e mantém o chão da sua casa tão limpo que poderia comer nele. Mas isso não significa que tenha o transtorno obsessivo compulsivo. Talvez seja apenas mais um integrante de um grande grupo, às vezes chamados de compulsivos. Isso quer dizer apenas que você sempre espera o melhor de si mesmo em tudo que faz. Esse comportamento contribui para sua auto-estima e sucesso. Esses comportamentos não são observados em pessoas com o transtorno obsessivo compulsivo. O comportamento associado ao transtorno interfere com os afazeres do dia-a-dia.
Causas
Os médicos não sabem exatamente a causa do transtorno obsessivo compulsivo. Alguns pesquisadores acreditam que a causa seja biológica enquanto outros acham que a desordem tenha origem em comportamento adquirido. Outros acreditam que a causa seja tanto biológica quanto por influência do meio-ambiente. Um nível insuficiente de serotonina, um mensageiro químico do cérebro, pode contribuir para o transtorno obsessivo compulsivo. Estudos comparativos de imagem, com a tomografia computadorizada com PET, mostram diferenças em alguns padrões de atividade cerebral nas pessoas com TOC.
Fatores de Risco
Seu risco de desenvolver o TOC é um pouco maior se você tem alguém na família com o transtorno. No entanto, os estudos ainda não identificaram genes responsáveis pelo transtorno. Você pode ter ainda uma predisposição biológica a reagir mais intensamente ao estresse. Essa reação mais forte pode, por alguma reação desconhecida, dar início aos pensamentos não desejados, comportamentos e abalos emocional característicos do transtorno obsessivo compulsivo.